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Quando a tocha do Pan é acesa, poucos querem saber das vantagens e desvantagens sociais, do legado que a realização dos jogos deixará ao seu país.

Ao lado da sua torcida, o país anfitrião quer mesmo é superar-se em relação a si mesmo e figurar na melhor posição do quadro de medalhas. Correto? Correto!

Eu já nem digo ser primeiro, pois este posto já é quase cativo dos norte-americanos, mas que os “donos da casa” sempre dão trabalho, ahhh isso dão.

Em 14 edições do Pan, considerando somente o número de medalhas de ouro, os Estados Unidos venceram 12.

Sabe quem lhes tirou a “invencibilidade” nas outras duas edições? A Argentina, em 1951 e Cuba em 1991, ambas as nações competindo em casa, em Buenos Aires e Havana respectivamente.

O Brasil traça uma briguinha particular com a Argentina. Invariavelmente eles brigam pelo quarto lugar ficando atrás dos Estados Unidos, de Cuba e do Canadá, que já repetiram esta exata seqüência em oito edições.

Portanto, preparam-se para muitas emoções do tipo….

 ”Ouviram do Ipiranga às margens plácidas, de um povo heróico brado retumbante…”

O Pan é no Brasil e os atletas brasileiros adorarão ver a bandeira no lugar mais alto do pódio e deixar para trás o seu recorde de 29 medalhas de ouro conquistadas no último Pan, em Santo Domingo.

A partir de 13 de julho, o povo brasileiro estará numa corrente de saltos, nados, tiros, chutes, arremessos e saques.

Seguuuuura coração…

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São Paulo, 1963. Este era o ano e a cidade em que o Brasil se expunha ao mundo através das suas belezas naturais cedidas ao esporte, mais precisamente, à IV edição dos Jogos Pan-americanos.

Após 44 anos, o Brasil volta a realizar um grande evento esportivo e a boa e velha discussão vem à tona: “o Brasil tem mesmo condição de sediar um evento deste porte?”

Apesar das fragilidades sociais que o país apresenta – a que mais assusta é a violência urbana do Rio de Janeiro – se acredita muito no legado que os Jogos Pan-americanos podem deixar ao país.

imagem-1452.jpgDentre os aspectos positivos que a realização dos jogos pode trazer ao nosso país, o professor da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) Édison Luís Gastaldo, publicitário, mestre em antropologia social e doutor em multimeios, cita o direito de imagem dos jogos, o movimento da economia em torno do setor de turismo, mas ressalta, principalmente, o intercâmbio com atletas de alto nível  e a estrutura esportiva que ficará para futuras gerações.

E por fim, como um bom brasileiro que é, ele deseja que o país tenha êxito na realização da XV edição dos Jogos Pan-americanos, inclusive torcendo por uma boa participação nacional no quadro de medalhas.

imagem-1259.jpgÉ possível que muitos não conheçam o Porto-alegrense Breno Melo. Uma pena! Pois trata-se de um ícone do cinema e do futebol nacional.

Jogou no extinto Grêmio Esportivo Renner, time de industriários, que de forma invicta desbancou a dupla Grenal no campeonato estadual de 1954.

Depois foi jogar no Fluminense, do Rio de Janeiro, e lá foi convidado pelo Francês Marcel Camus para estrelar na primeira versão cinematográfica da peça Orfeu da Conceição, de Vinícius de Moraes. 

Deu certo! Em 1959, ganhou a Palma de Ouro no festival de Cannes. Prêmio que ele exibe com orgulho (foto acima).

Breno teve uma vida repleta de viagens, boemia e mulheres, conforme ele mesmo reconhece. Porém, hoje, aos 76 anos, goza de boa saúde física e mora sozinho numa humilde casa na zona sul de Porto Alegre.

 imagem-084.jpgApós viver intensamente, insiste em dizer que hoje só quer paz. Suas companheiras são as cordas do violão, onde através das melodias que elas reproduzem, o Orfeu do Carnaval se reporta aos bons tempos do passado.

“Aaaaatenção torcedor brasileeeeeiro!!! Quaaaarenta minutos do segundo tempo. Brasil e Uruguai empatam em um a um no Maracanã!! Rrrrrrrronaldinho Catarinense se prepara para a cobrança da penalidade máaaxima que pode dar o heptacampeonato para o Brasil. E de quebra, vingar o “Maracanaço” de 1950!!!”

Você deve estar se perguntando: “que cenário é este?

Ronaldinho Catarinense? Não seria Ronaldinho Gaúcho?! 

Heptacampeonato? Mas o Brasil não é penta?!!

Uruguai? Mas nas últimas oito edições os hermanos ficaram de fora em cinco delas.

Não. Eu não errei o texto. Este cenário é fictício. Confesso: um pouco exagerado até. Mas pode acontecer em 2014. Acredite!!!

É verdade que, para tanto, é preciso que os deuses do futebol conspirem favoravelmente para uma série de fatores!

É necessário surgir um novo craque brasileiro nascido em Santa Catarina e ainda com o nome de Ronaldo.  

Em 2010, na Copa da África do Sul, o Brasil tem que conquistar o Hexa, e chegar na edição seguinte podendo arrebatar o seu sétimo título. 

Mas quem arriscaria dizer categoricamente que é impossível? No futebol, já temos provas mais do que suficientes de que nada é impossível.

Eu não arriscaria! Embora reconheça que estes acontecimentos têm ares de sobrenatural, eu não arriscaria.

De todas as possibilidades que elenquei, o mais provável mesmo é que tenhamos o Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014.  

Isto mesmo!!! Não é piada!! Brasil 2014, amigo.

O nosso país é candidato único. Tem tudo pra alcançar esta condição de sediar uma Copa do Mundo daqui há sete anos.

Bom, na verdade, não tem nada, mas o que importa isso! Para a Fifa o que importa é que o país tenha potencialidades e não realidades. Ainda bem, pois a nossa realidade…

No dia 31 de julho o Brasil precisa entregar à Fifa, o Caderno de Encargos exigido pela entidade.

E depois? Bom, depois é só esperar o anúncio oficial que sai em novembro deste ano e trabalhar muuuuito, pois há quase tudo a fazer para deixar o país em condições de sediar uma copa do mundo.

Mas assim como eu, há otimistas de plantão que defendem uma copa do mundo no Brasil. Acredito que as obras de infra-estrutura ajudariam o país a avançar muito mais rapidamente como nação.

Arquivo Pessoal
Arquivo PessoalBreno Mello, ex-jogador de futebol (à direita na foto), companheiro de Pelé, no Santos, tem opinião favorável à realização de uma copa do mundo no nosso país.

E viva o Brasil!!! Nos vemos no Maracanã!Logo ali, em 2014!

Com esta célebre frase , o canadense Herbert Marshall McLuhan (1911-1980) levantou uma discussão que aborda a relação entre a forma e o conteúdo na transmissão da informação.

A impressionante velocidade com que as inovações tecnológicas aparecem, colaboram, na mesma proporção, para a mudança nas relações de comunicação da sociedade.

Para relembrar:

Antigamente, tínhamos as cartas como forma preponderante de comunicação a distância. Hoje os e-mails predominam.

Antes, vídeo-cassete. Atualmente, DVDs players. Fitas-cassete versus mp3 e ipod, máquina fotográfica analógica x digital, máquina de escrever x computador, enfim, vários são os exemplos desta transformação e quebras de paradigmas.

Onde quero chegar com isso?

Uma série de fatores influenciam na recepção de uma mensagem. Palavras ditas através do telefone são diferentes das mesmas palavras ditas pessoalmente.

Quantas vezes nos pegamos duvidando do que foi dito ao telefone?  Estando frente a frente você pode avaliar o que foi dito através de sentidos que você não tem ao telefone como, por exemplo, gestos e olhares.

O estudo que proponho a seguir tem a finalidade de mostrar que a mudança do meio de comunicação altera a mensagem, ou seja, o sentimento causado ao receptor não é o mesmo quando transmitido por meios diferentes, mesmo que o texto seja idêntico.

Para exemplificar, peguemos o Jornal Zero Hora, versão digital e impressa.

zero-hora.jpg

Linearidade:Quando você pega o jornal impresso, você escolhe por onde vai começar a leitura através de uma editoria de seu interesse. Eu, particularmente, começo  pela capa, contra-capa e esportes, nesta ordem.

Na versão online, tem os links correspondentes às editorias, o que nos permite fazer esta mesma escolha. Ou seja, nós damos a linearidade que queremos na leitura. E assim é nas duas versões do jornal.

Concentração:Para ler a versão online você precisa estar disponível a frente do computador, o que, teoricamente, dá melhor poder de concentração e predisposição à leitura. Embora tenhamos que reconhecer que as vezes somos interrompidos pela curiosidade de ver e-mails ou pelo bonequinho do MSN avisando que novas mensagens chegaram.

O jornal impresso nos dá a opção de lermos  no ônibus, numa recepção de consultório ou rapidamente nas bancas. Isto tira a capacidade de atenção, pois temos que cuidar a parada pra descer, driblar os enjôos ou esperar pela chamada do médico.

Na versão online, temos comerciais que não são estáticos. Se movimentam de um lado para o outro ou aparecem repentinamente no meio da página, exigindo muitas vezes que você interrompa a leitura para fechar o arquivo. Os chamados popups. Eles também são objetos de dispersão.

Interação: o jornal da internet permite que você entre em murais, chats, fóruns e enquetes. você ainda tem a possibilidade de mandar a notícia para um amigo. Se quiser fazer isso pelo meio tradicional, também existe a possibilidade, mas terá que mandar cartas para a sessão do leitor. E sabe-se lá se vai ser recebida.

Hiperlink: a versão digital do jornal oferece a opção de navegar por outros sites através da existência dos hiperlinks. Se você tem uma dúvida ou desconhecimento sobre determinado assunto, pode se aprofundar nos links oferecidos. Ou até mesmo abrir um site e procurar sobre aquela palavra que você nunca ouviu falar.

Bem, aí estão apenas alguns exemplos de que o meio interfere na mensagem final. Por isso McLuhan dizia que o meio é a própria mensagem.

Portanto, é importante compreendermos que quando se passa de uma mídia para a outra é preciso uma reciclagem. É importante saber reconhecer a potencialidades, as deficiências e os limites de cada uma delas.

Quando você coloca uma gravação televisiva na internet ela passa a ser qualquer outra coisa, menos televisão.

Há uma remediação, ou seja, transformação do meio. Há uma nova linguagem, há um novo público, novos conceitos.  O tempo, as interferências externas, as técnicas de produção são outras e precisam ser respeitadas.

Não há um meio melhor que outro. Há sim, um diferente do outro.

CIBERCULTURA

Você ainda vai à locadora retirar fitas VHS?

Você ainda liga para a sua rádio preferida pedindo músicas para ouvir e gravar em fitas-cassete?

E o computador que você tem em casa? Ah, não vá me dizer que você só o utiliza para jogar paciência!!

O desenvolvimento das novas tecnologias, quer queiramos ou não, nos colocam diante de um caminho sem volta. As práticas e os pensamentos da sociedade estão cada vez mais condicionados por um novo espaço de comunicação: o ciberespaço.

Esta nova prática cultural, neste novo ambiente, chama-se cibercultura.

Não quero ser excludente, mas você precisa se reciclar, sob o risco de se tornar obsoleto juntamente com as suas fitas-cassete e/ou VHS.

Avance!! Aproveite os recursos tecnológicos e passe de espectador para produtor. Faça como Ewerton Assunção, um operador de telemarketing, que enviou uma música de autoria própria pela internet,  e se tranformou num dos maiores fenômenos da rede mundial de computadores.

“Vou te deletar do meu orkut”. Este é o título da música que percorre o mundo e popularizou esta nova prática cultural.

Se você ainda não teve a oportunidade de ouvir, faço-o agora:

Esta nova forma de relação, dentre tantas que a sociedade virtual estabelece, trata-se de mais uma cultura popular. E não se restringe somente à música. Vale também para o cinema, para a arte, enfim, para todas as relações possíveis e imagináveis que se constrói diante de um computador conectado à rede.Veja mais…

Confesso que antes de cursar a disciplina de Jornalismo Online eu nunca tinha ouvido falar no termo WEB 2.0 e muito menos sabia do que se tratava. Talvez isto seja até uma admissão depreciativa da minha parte. Como pode um estudante de comunicação não estar familiarizado com este termo, não é mesmo?

Sou sempre um dos alunos mais velhos da turma. Isto me deixa um pouco conservador e apegado a métodos tradicionais. Acreditem, mesmo tendo somente 32 anos já trabalhei com máquina de escrever manual e máquina registradora à manivela.Mas nunca é tarde para se rever conceitos, literalmente.

Não que hoje eu seja um expert no tema WEB 2.0, mas acredito que posso ao menos apresentar-lhe o conceito para que você mesmo tire suas próprias conclusões.

Ao contrário do que você possa pensar, a expressão “WEB 2.0″ não é modelo de carro seguido da potência do motor, como por exemplo, Uno 1.0 ou Santana 2.0.

O que mais se diz da WEB 2.0 é que ela representa a segunda geraçao da web, ou seja, através de sites e serviços gratuitos, são disponibilizados conteúdos feitos com a interação dos internautas. Resumindo: é um produto construído de maneira colaborativa pelos próprios usuários. É uma aposta na potencialidade do coletivo.

Quer ver? Aposto que assim como eu, você sabia mais ou menos do que se tratava, mas nunca se deu conta!!!

  • WIKIS – Páginas comunitárias na internet que podem ser alteradas por todos os usuários que têm direitos de acesso, adquirido através de um prévio e gratuito cadastro. Essas páginas geraram fenômenos como a Wikipedia, que é uma enciclopédia on-line escrita por leitores.

  • VÍDEOS - Quem ainda não recebeu por e-mail ou mensagem instantânea um link para um vídeo do YouTube? O serviço tornou-se uma das novas manias da web. O YouTube permite adicionar categorias aos filmes, facilitando sua localização e permitindo ver vídeos com o mesmo tema.

Viu só? O bicho não é tão feio quanto parece. Mãos à obra, cabe a nós desbravarmos o mundo cibernético senão ele nos engole.

     Com o surgimento do conceito de Web 2.0, que propõe o uso  da inteligência coletiva de todos os usuários da rede, apareceram novas ferramentas que potencializaram a disseminação da informação. 

     Hoje, dá para se dizer que, todos nós podemos ser dono de um veículo de comunicação. Através destas ferramentas, como por exemplo, Blog, Fotologs & Vídeologs e Podcast podemos popularizar as informações através da publicação de textos, áudios, imagens, gráficos e demais arquivos multimídia.

     O Blog surgiu nos Estados Unidos, em 1999. Inicialmente, era utilizado como uma página pessoal em forma de diário. Hoje, ele toma proporções que extrapolam esta dimensão. O que era um hooby juvenil passou a ser um canal de comunicação importante. Sem qualquer custo ou mediação podemos ser um produtor de informações.

    Quando você publica um novo texto no seu blog, mecanismos de busca registram a publicação e muitas pessoas podem chegar até o seu blog sem nunca ter ouvido falar de você.

     Vários serviços oferecem a possibilidade de você criar o seu próprio blog. O WordPress e o Blogger são alguns exemplos disso.

     Através do site Overmundo, os jornalistas  Roberto Romano Taddei e Ana Carmen Foschini  publicaram uma coleção chamada Conquiste a RedeEste trabalho é uma espécie de manual que visa mostrar passo a passo como funcionam esta ferramenta que nos colocam com o desafio de desempenhar o papel de um verdadeiro dono de veículo de comunicação.

   O que você está esperando? Crie seu blog e colabore para a democratização da informação.

    

IMAGINE

Este é o primeiro exercício de inserção de vídeo no blog. Parecia complicado, mas não é. Nada como a prática para dar domínio e segurança sobre o que se faz.

Ahh, escolhi este porque é a música estrangeira que mais gosto. E a letra parece cada vez mais atual. Imploramos por paz. Do jeito que vai, me preocupo muito com o futuro dos meus filhos…

ORFEU NEGRO

Em setembro de 2006 tive a oportunidade de conhecer Breno Melo, ator principal do filme Orfeu Negro e ex-jogador de futebol do Grêmio Esportivo Renner. Agora tenho a honra de ajudar na construção do filme que contará sua biografia.

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